O PSD, maior partido da oposição também nos Açores, ficou com as restantes duas vagas da região na Assembleia da República, tal como aconteceu em 2015, quando mesmo com a vitória da então coligação PSD/CDS-PP a nível nacional, os socialistas foram na região autónoma os mais votados.

Os primeiros lugares na lista deste ano do PS nos Açores são preenchidos por Isabel Rodrigues – que substituiu Carlos César, que na legislatura que agora termina foi líder parlamentar -, e por dois repetentes no parlamento português: Lara Martinho e João Castro.

Já o PSD apresentou Paulo Moniz, que não era considerado uma das maiores figuras do partido na região, e António Ventura, que repete a presença na Assembleia da República que já havia conquistado em 2015, então com Berta Cabral a liderar a lista ‘laranja’ nos Açores.

Em 2015, o PS teve 40,37%, caindo este ano para os 40,06%; os sociais-democratas desceram de 36,06% para 30,21%, e o Bloco de Esquerda consolidou hoje o terceiro lugar na região, crescendo em termos percentuais, de 7,81% para 7,97% dos votos.

Quem também subiu nos Açores, ao contrário do que se verificou a nível nacional, foi o CDS-PP, com a estrutura regional liderada por Artur Lima a crescer de 3,90% para 4,80% – na região. Em 2015, o partido concorreu coligado com o PPM e não com o PSD, tendo avançado este ano sozinho na corrida à Assembleia da República.

A CDU manteve sensivelmente a mesma percentagem (2,47% em 2015, 2,45% agora) e o PAN seguiu no arquipélago a tendência nacional, avançando de 0,87% para 2,65%.

Das nove ilhas açorianas, apenas uma teve maioria do PSD: a do Pico, ilha do antigo líder da estrutura açoriana social-democrata, Duarte Freitas.

O PS é liderado nos Açores por Vasco Cordeiro, também presidente do Governo Regional.

Já o PSD tem Alexandre Gaudêncio, presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, como líder da estrutura regional.

Os Censos de 2011 davam conta de uma população de 246.772 residentes nos Açores, com os dados oficiais a indicarem 227.182 votantes possíveis na eleição de hoje.

A abstenção na região foi de 63,55%, tendo votado 82.806 eleitores, indicam os mesmos dados.

Numa região em que a agricultura, as pescas e o turismo predominam, a ilha de São Miguel, a maior parcela do arquipélago, gera grande parte do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o portal de análise de dados estatísticos EyeData, desenvolvido para a agência Lusa, o poder de compra ‘per capita’ na região era, em 2015, de 85,52 (Portugal=100,22).

Em termos de PIB ‘per capita’, o arquipélago atingiu em 2017, segundo o Eurostat, gabinete de estatística da União Europeia, os 68% do valor nacional, surgindo atrás da Madeira, com 73%, e à frente do Norte (65%) e do Centro (67%).

No arquipélago, composto por nove ilhas, a população com 65 ou mais anos representava em média no ano passado 14,39%, contra os 21,67% nacionais.